Oficina discute entrevistas no jornalismo

Festa do Menino Jesus. Foto: A Sirene

Na última quarta-feira de novembro, dia 25, os e as estudantes da Escola Municipal de Paracatu de Baixo participaram do encontro online com os projetos Memórias do Trauma e Identidades, afetos, cotidiano e memória em Mariana. A oficina, que contou com a presença das bolsistas Victória Oliveira e Lavínia Torres, e da professora Luciana Drummond, foi dividida em dois momentos, em que os meninos e meninas puderam ser entrevistadores por um tempo e logo em seguida aprenderem um pouco mais sobre o jornalismo cultural.

A oficina continuou a discussão de um importante tema, que faz parte do cotidiano de repórteres de todas as áreas: as entrevistas. Para praticar aquilo que os alunos e alunas já haviam aprendido na oficina anterior, todos participaram de uma entrevista coletiva com Luciana, que é professora de Ciências e acompanha o projeto semanalmente para auxiliar no desenvolvimento do encontro online. A professora se considera uma mochileira, afinal já viajou por diversas cidades, dentro e fora do Brasil, por isso ela selecionou seus melhores registros fotográficos para compartilhar na oficina. Pelas imagens e histórias contadas por ela, as crianças puderam formular perguntas com o objetivo de  conhecer um pouco mais sobre a experiência de Luciana ao redor do mundo.

Depois dessa atividade prática, foi hora de conhecer, conceituar e exemplificar o jornalismo cultural. Como o próprio nome indica, se dedica a relatar e discutir acontecimentos e fatos relacionados à cultura, desde a local à internacional. Assim, esse tipo de cobertura pode incluir artes plásticas, música, cinema, teatro, literatura, folclore, entre outros. Para exemplificar aos alunos como essas notícias ou reportagem podem aparecer nos mais variados meios de comunicação e em diferentes abordagens, as extensionistas exibiram alguns materiais, como trecos de cobertura de grandes festivais musicais, programas de viagens produzidos por emissoras de televisão, matérias que mesclam análises históricas com filmes de ação, como o sucesso Pantera Negra.

Além disso, o jornalismo cultural local também foi exemplificado através de uma matéria do Jornal A Sirene, produzido de forma colaborativa pelas próprias comunidades atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão, em 2015, que fez uma cobertura da tradicional comemoração da Festa do Menino Jesus, que ocorre em Paracatu de Baixo, distrito em que a turma passou sua infância. Mesmo após sua destruição há 5 anos, a tradição da celebração é mantida até hoje.

Por Victória Oliveira

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